Mostrando postagens com marcador solo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador solo. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 9 de julho de 2013

SOLO OCEÂNICO REVELADO

Lembro-me com prazer das aulas de Geologia e Geomorfologia Oceânica, dos semestres passados. Ficamos surpresos com a imponência dos Himalaias, mas no entanto não temos a real noção ainda da grandiosidade do solo oceânico. O relevo marinho é composto por inúmeras cadeias montanhosas, buracos imensos chamados de 'fossas', e até de planaltos. Geralmente, considera-se relevo oceânico a parte da crosta que está submersa pelos oceanos e que é denominada crosta oceânica.

A crosta oceânica difere da continental por ter uma densidade maior e uma espessura que varia de 5 a 15 km apenas, bem pouco se considerarmos a profundidade da crosta continental. Esta última pode chegar a mais de 70 Km. A menor densidade explica o motivo de a crosta continental apresentar um relevo positivo em relação ao nível do mar formando as terras emersas, ou continentes. Outra diferença está na formação da crosta oceânica composta, predominantemente, por rochas do tipo básicas (SiMa), plutônicas, sedimentares, vulcânicas e subvulcânicas. Já a crosta continental é geralmente formada por rochas granitóides sílico-aluminosas (SiAl).


Compartilho abaixo um vídeo e fotos bem bacanas que dão uma pequena idéia do quão grandioso e diversificado continente temos abaixo de nós. 




GEOMORFOLOGIA OCEANO ATLÂNTICO 

GEOMORFOLOGIA OCEANO PACÍFICO


GEOMORFOLOGIA OCEANICA E AO
LADO DO OCEANO ATLÂNTICO NORTE

GEOMORFOLOGIA DO OCEANO ANTÁRTICO

IMAGEM GEOMORFOLÓGICA COMPUTADORIZADA DO OCEANO ATLÂNTICO
FONTES:
CONFORME A GEOMORFOLOGIA E/OU PROFUNDIDADE OCEÂNICA SE ALTERA, DAMOS DIFERENTES NOMENCLATURAS ÀS DIVERSAS FEIÇÕES DO SOLO MARINHO:

  • Plataforma Continental - porções submersas dos continentes, com baixo declive, indo do litoral até cerca de 200 metros de profundidade. É uma região mais favorável à produção biológica.
  • Planície Abissal - grandes planos nas profundezas do oceano, com profundidade média em torno de 4.000 m.
  • Talude Continental: - a zona de declive acentuado entre as planícies abissais e a plataforma continental.
  • Fossa Abissal - fraturas tectônicas, as áreas mais profundas dos oceanos.
  • Dorsal Submarina -  grandes cadeias de montanhas submersas no oceano, originando-se do afastamento das placas tectônicas. Quando isso acontece,  fazem com que o magma suba do manto e se solidifique, formando a crosta oceânica.
  • Falésias - formas de relevo litorâneo abruptas, com declividades acentuadas e alturas variadas, origina-se da ação das ondas do mar sobre as rochas. 

O mundo abissal do planeta Terra exibe profundidades assustadoras (vide Figura abaixo), de um frio inimaginável e envolto em escuridão total. No entanto, a escuridão está viva!
FIGURA: Maiores profundidades de cada oceano

domingo, 10 de junho de 2012

FORMAÇÕES MARINHAS DA BACIA SEDIMENTAR DO PARANÁ

Juntamente com a nossa turma de Geologia sábado último fui conhecer as Formações Marinhas da Bacia Sedimentar do Paraná ao longo da BR470 em Santa Catarina. Já em sala de aula antes de saírmos, revíamos  que há 270 milhões de anos, quando os continentes ainda estavam unidos e próximos do Pólo Sul (Pangéia) existia uma cadeia de montanhas entre o continente Sul-Americano e Africano formada pelo choque destes dois continentes. Tal cadeia de montanhas, onde hoje é a Serra do Mar no litoral brasileiro a leste, e as montanhas do Paraguai a oeste, delimitavam um mar interno raso de bacia intercratônica (com rochas duras e antigas) e de plataforma com aproximadamente 200-300m até 5.000m de profundidade que ali surgiu após degelo de certa era glacial. O sul de SC onde hoje se encontra Torres e o Estuário da Prata eram entradas para esse mar. Nosso planeta sofreu graves modificações durante as eras glaciais, e como as placas tectônicas ainda se movem até hoje. Ainda está tudo registrado nas rochas de nosso solo...

Durante o intervalo de tempo compreendido entre o Neocarbonífero e o Eotriássico o Brasil e a África eram mais que simples vizinhas: suas províncias basálticas continentais (PBC) era uma terra única. Como resultado da ruptura do Godwana os continentes hoje estão separados pelo Atlântico. Durante nossa saída de campo sábado passado nosso querido professor Sérgio Borges nos mostrou vestígios desta verdade pelas serras do interior de SC.































A PBC Paraná-Entendeka está dividida em duas partes: uma encontra-se na Namíbia (África) e a outra, quase sua totalidade, na América do Sul com a denominação de Formação Serra Geral. (WHITE, 1908 - Comissão de Estudos das Minas de Carvão de Pedra do Brazil).


A ciência da sedimentologia ocupa-se com o estudo dos depósitos sedimentares e das suas origens. Os sedimentólogos estudam inúmeras feições apresentadas nas rochas que podem indicar os ambientes que existiam no local no passado e assim entender os ambientes atuais.



Mapa esquemático mostrando localização dos platôs de rochas ácidas da Província Magmática do Paraná - Etendeka, segundo informações de Bellieni et al. (1983, 1986b), Milner (1988); Duncan et al. (1989), Alberti et al. (1992), Stewart et al. (1996), Marzoli et al. (1999) e Nardy et al. (2002). Legenda: 1 – derrames de lava; 2 – Ácidas do Tipo Chapecó (ATC); 3 - Ácidas do Tipo Palmas (ATP); a – Ácidas da região de Tafelberg (equivalente ATP), b – Ácidas da região de Sarusas (equivalente ATC); c - Ácidas da Bacia da Namibe (equivalente ATC); d - Ácidas da Bacia de Kwanza (equivalente ATC).




O Grupo nota 10 e o mestre... mas...E a Ana? Está faltando a Ana...

Visitamos no mesmo sábado os Afloramentos da...


    1  Formação Rio do Sul
    2  Formação Rio do Sul - Varvitos
    3  Formação Rio Bonito
    4  Formação Serra Alta
    5  Formação Serra Geral - Sill de diabásio
    6  Formação Teresina
    7  Formação Rio do Rastro


O que é, o que é? Era líquido, metamorfizava por contato tudo que encontrava pela frente e tem um monte debaixo do solo de SC???

Pois  aqui é uma amostra do magma litificado que encontramos na última pedreira que visitamos.

Onde então era um vasto ambiente marinho no interior do Brasil, nossas placas tectônicas sofreram com era glacial, forte vulcanismo, isostasia, intemperismo... e o que vemos aflorado em superfície hoje é a prova da história de que nosso solo é vivo e ainda está em constante transformação.